San Poggio

A Leitura Submissa

18 de novembro a 21 de dezembro de 2014

O artista argentino San Poggio (1979), inaugura sua 1ª exposição individual no Brasil, cujo título tem origem em uma pintura de Renné Magritte chamada "A Leitora Submissa", e do qual, o artista alterou apenas uma letra.

San Poggio vem trabalhando no campo do pictórico, desenvolvendo uma série de pinturas de grande formato nas quais se desenrolam inúmeras cenas interconectadas. A confecção de sistemas de relações entre elementos e personagens é uma constante em sua obra, que envolvem o espectador em um complexo processo de estudo.

Tal complexidade na obra de San Poggio é com frequência interpretada como narrativa, no entanto, o processo de criar pinturas em sistema de "loop" parece contradizer o dispositivo quadro, como recorte ou janela para um mundo imaginado. A imagem, como sistema fechado, cujo espaço retorna sobre si mesmo, como um relato que se reinicia constantemente, reforçando desta forma, a sensação de confinamento e de repetição infinita, provocando uma desorientação no espectador, que não consegue compreender o significado, que parece manifestar-se claramente.

Na exposição, alguns objetos e elementos extraídos das pinturas surgem no espaço da galeria, em uma série de instalações que ampliam o campo de indagação e de suas possíveis leituras.

As pinturas também excedem o campo do meramente pictórico, pois o exploram, questionando-o sobre sua condição de dispositivo de leitura. O quadro como sistema, revela seu funcionamento quando a repetição, as variações, derivações ou disfunções, contradizem nossa tentativa de ler nas imagens um discurso articuiado.

2014

Luiz Alphonsus

Uma viagem Interestelar

18 de março a 23 de maio de 2014

Na série de novos trabalhos, o artista inclui dez telas e uma instalação que, em linhas retas, transcorrem seu universo: vértices perdidos na escuridão cósmica buscam matéria e inteligência. O tempo, como marco da materialidade, representa o início e o fim do universo. Um eclipse alienígena, de uma estrela qualquer, alude a paisagem terrestre. Uma visão poética da origem da linguagem humana é dramatizada num trabalho composto por duas telas - Das Estrelas Vieram os Símbolos: Criação e Perpetuação da Linguagem.

As estrelas produzem seres que pensam sobre elas próprias. Em sua nucleossíntese está a origem de tudo, desde a matéria bruta ao supra-sumo do universo, a inteligência.

Éder Roolt

Telas Inventadas, pinturas da mente

4 de junho a 14 de julho de 2014

O interessante deste trabalho é nos levar a pensar ou pintar com a mente a pintura que não vemose que estaria na frente do fundo da tela exposta. O que estaria virado para a parede é uma tela em branco, A pintura que supostamente estaria ali existe apenas na nossa imaginação que sempre busca completar as coisas. Sempre que nos deparamos com o vazio buscamos preenche-lo.

Ricardo Rezende

Graciela Hasper

Obra Recente

10 de outubro a 11 de novembro de 2014

Depois de realizar sua 1ª grande retrospectiva no MAMBA, Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, no final de 2013, Graciela Hasper terá sua 1ª exposição individual no Brasil.

Nesta mostra, Graciela Hasper reafirma toda a sua intensa busca e pesquisa no campo das formas e das relações cromáticas, como a própria artista explica:

"Sempre pintei círculos e retângulos com suas variações e deformações. Associo o ortogonal com a civilização, com a construção, com a cidade e com a casa. O cubo é a habitação, o quadrado é uma invenção do homem e as formas redondas são as figuras geométricas que se encontram na natureza. A natureza está repleta de círculos: o sol, a lua, os planetas, a gota d'água. E o círculo também é infinito... com algum tipo de pensamento mistico. Todo artista abstrato tem uma relação com o absoluto, com o nada...A abstração é como conectar-se com seu interior. Por isso, para mim, a pintura se faz com os olhos fechados."